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Reformas antecipadas no Estado caíram 60% em 2017

Quem se reformou antecipadamente em 2017 teve um corte na pensão de 33,6%, uma percentagem superior à verificada nos anos anteriores

Em 2017, apenas 552 funcionários públicos pediram a reforma antecipada, o número mais baixo desde, pelo menos, 2002 e um recuo de 59,1% em relação ao ano anterior, conta o “Público” esta quarta-feira. Estes dados constam do relatório e contas da Caixa Geral de Aposentações (CGA) do ano passado, a que o matutino teve acesso.

Este decréscimo deve-se ao “agravamento das condições de atribuição destas pensões a partir de 2013, nomeadamente a idade a considerar para a aplicação das penalizações (65 anos em 2013 e 66 anos e três meses em 2017)”, explica o relatório.

Quem se reformou antecipadamente em 2017 teve um corte na pensão de 33,6%, uma percentagem superior à verificada nos anos anteriores: 12,3%, em 2014; 21,3%, em 2015; e 30,4%, em 2016.

Em 2017, lembremos, entrou em vigor o novo regime de reforma antecipada para as longas carreiras contributivas, o que poderia ter levado a um aumento das saídas antes da idade legal. Contudo, tal não se verificou.