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Estado deixou coleção de arte do Novo Banco nas mãos da Lone Star

Foto Tiago Miranda

A coleção de arte do Novo Banco é constituída por moedas raras (avaliadas em 29 milhões de euros), fotografias contemporâneas (10 milhões de euros), livros quinhentistas (900 mil euros), pintura e mapas portulanos (10 milhões de euros)

Quando o fundo norte-americano “comprou” 75% do Novo Banco, não levou só uma instituição financeira. Segundo o “Público” esta sexta-feira, o Estado cedeu também ao fundo de investimento a coleção de arte ex-BES, avaliada em 50 milhões de euros - o equivalente a 5% do que os texanos investiram na instituição liderada por António Ramalho.

A coleção de arte do Novo Banco é constituída por moedas raras (avaliadas em 29 milhões de euros), fotografias contemporâneas (10 milhões de euros), livros quinhentistas (900 mil euros), pintura e mapas portulanos (10 milhões de euros).

A coleção de numismática do Novo Banco, a mais valiosa de todas, conta com exemplares anteriores à fundação do Reino de Portugal (1139) até à implantação da República (1910), e inclui um total de 13 mil moedas e cédulas antigas.

O “Público” lembra ainda que, antes de o BES colapsar, o então presidente Ricardo Salgado sugeriu ao Banco de Portugal a aquisição desta coleção que o banco ainda guarda em cofres expositores criados para o efeito e localizados na cave do edifício sede, em Lisboa. Na época, o BdP “não deu andamento depois de receber pareceres negativos”, disse fonte da instituição ao jornal.

As justificações utilizadas pelo BdP, contudo, não foram totalmente convincentes. “O BdP disse que já tinha no seu acervo exemplares idênticos aos do BES, e isto ainda que os dedos de uma mão sejam mais do que suficientes para contar as peças conhecidas em todo o mundo”, lembrou, de forma irónica, a mesma fonte.