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Proteção Civil não cumpriu em Monchique regras que definiu após Pedrógão

TIAGO MIRANDA

Desde abril deste ano que ficou estipulado que deve ser o comando nacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) a assumir a liderança do combate a incêndios de grandes proporções

Depois da tragédia de Pedrógão Grande no ano passado, a Proteção Civil definiu novas regras para a organização de operações de socorro no terreno. Estas, contudo, foram logo violadas no primeiro grande incêndio do ano, em Monchique, conta o “Público” esta quinta-feira.

Desde abril de 2018 que ficou estipulado que deve ser o comando nacional da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) a assumir a liderança do combate a incêndios de grandes proporções – em que sejam mobilizados mais de 648 bombeiros – ou um comandante de agrupamento, não os comandantes distritais.

Ou seja, Vítor Vaz Pinto, comandante distrital da PC de Faro e que foi afastado na segunda-feira da liderança estratégica do combate às chamas, não devia ter estado no comando das operações desde sábado, dia que foi atingido o contingente de 648 bombeiros.

Foi apenas na terça-feira, ao quinto dia de operações, que o comando nacional tomou as rédeas do combate ao incêndio de Monchique que continua ativo e destruiu aproximadamente 22.700 hectares, segundo o Sistema Europeu de Informação de Fogos Florestais.

As novas regras da Proteção Civil, lembra o matutino, decorrem de um despacho assinado pelo próprio presidente da ANPC, o tenente-general Mourato Nunes, no final de março e foram publicadas em “Diário da República” no início de abril.