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Presença de “altas autoridades” no terreno perturba combate aos incêndios, diz relatório

Jorge Gomes com Marcelo Rebelo de Sousa, no comando da Proteção Civil em Pedrógão Grande

Paulo Cunha / Lusa

Relatório da Comissão Técnica Independente indica que a presença de representantes políticos no local ajuda a levantar a moral das equipas presentes no terreno, mas este encontro deverá ocorrer longe da zona de comando

Não foi por acaso que Marcelo Rebelo de Sousa decidiu não comparecer no centro de operações de combate ao incêndio que assola Monchique. De acordo com o relatório da Comissão Técnica Independente (CTI), feito a propósito dos incêndios do ano passado, a “presença de altas autoridades perturba naturalmente os trabalhos do comando”, revela o jornal “i” esta terça-feira.

No ano passado, por exemplo, o comandante responsável pelo combate dos incêndios em Pedrógão Grande teve interromper os seus trabalhos 20 vezes devido à presença de altas individualidades - ou seja, políticos.

O relatório da CTI indica também que a presença de representantes políticos no local ajuda a levantar a moral das equipas presentes no terreno, mas este encontro deverá ocorrer longe da zona de comando, de forma a evitar perturbar o combate às chamas.

“É frequente a participação de pessoas que, apesar de representarem entidades oficiais ou órgãos de comunicação social, não trazem qualquer contributo para a racional e efetiva das operações e tomada de decisões”, aponta o CTI.