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Linha de urgência 112 em risco de colapso. Tempos de espera chegam aos três minutos

José Caria

A falta de meios está a levar a um aumento do tempo de resposta: a média deveria ser de seis segundos, mas há quem fique três minutos à espera, conta o “Correio da Manhã” esta segunda-feira

A principal linha nacional de urgência - o 112 - não está a conseguir dar resposta célere a todos os pedidos de auxílio que tem recebido nos últimos dias, devido à falta de profissionais nos centros de contacto, revela o “Correio da Manhã” esta segunda-feira.

O matutino descreve o caso particular da Central Sul do 112, em Oeiras, que dá resposta a nove distritos do país - Santarém, Portalegre, Évora, Faro, Beja, Castelo Branco e Leiria, Lisboa e Setúbal - e que em muitos dias deste mês terá apenas quatro operadores para todas as chamadas de emergência - dez mil por dia.

A falta de meios está a levar a um aumento do tempo de resposta: a média deveria ser de seis segundos, mas há quem fique três minutos à espera. Neste momento, o tempo de resposta médio ronda os 16 segundos, mas há quem fique à espera muito mais, escreve o “CM”.

Questionado pelo “CM”, o Ministério da Administração Interna disse que “o serviço é gerido de modo a que nos turnos com menos movimento esteja um menor número de operadores em atividade” e que “está a decorrer um novo processo de recrutamento junto da GNR”.