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Parvalorem tem 200 obras de arte do ex-BPN fechadas num cofre e aguarda resposta do Governo sobre o que fazer com elas

O museu precisa de crescer e reconquistar protagonismo

d.r.

Trata-se de um espólio com trabalhos de 88 artistas portugueses, de épocas e de escolas distintas, como Amadeo de Souza-Cardoso, Maria Helena Vieira da Silva ou Paula Rego, revela o “Público” esta sexta-feira

A Parvalorem, entidade do Estado responsável pela gestão dos ativos tóxicos do antigo BPN, tem na sua posse, desde 2012, quase 200 obras de arte com um valor de balanço de 3,5 milhões de euros, cujo destino está a aguardar clarificação do Governo, revela o “Público” esta sexta-feira. Em 2015, o Executivo de Passos Coelho tinha-se manifestado a favor de “rentabilizar” este espólio, ou seja, vender parte das peças; até ao momento, António Costa ainda não revelou se mudou de ideias.

Pelo que apurou o matutino, trata-se de um espólio com trabalhos de 88 artistas portugueses, de épocas e de escolas distintas, como Amadeo de Souza-Cardoso, Maria Helena Vieira da Silva ou Paula Rego. Há ainda obras de 31 autores estrangeiros de 15 nacionalidades.

“Na sua grande maioria foram transmitidas pelo BPN no momento da sua reprivatização, ou foram posteriormente recebidas em dação, para pagamento de dívidas”, disse Francisco Nogueira Leite, presidente da Parvalorem, em declarações ao jornal.

Questionado pelo “Público”, o Ministério das Finanças não revelou o que pretende fazer ao acervo artístico e cultural na esfera da Parvalorem, veículo que tutela.

Por sua vez, Francisco Nogueira Leite garantiu que desenvolveu “oportunamente conversações com o Ministério da Cultura e aguarda uma clarificação, por parte do Estado, quanto ao eventual interesse de que uma parte das obras, ou a sua totalidade, permaneça na esfera pública, encontrando-se uma decisão final ainda em aberto”.