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Auditoria de Centeno à Caixa custou um milhão de euros

ANDRÉ KOSTERS / Lusa

Os resultados da auditoria à Caixa não foram divulgados publicamente, mas a administração do banco entregou o documento ao Ministério Público. Segundo o “Jornal de Negócios”, o Governo não pediu acesso à auditoria

A auditoria exigida por Mário Centeno à Caixa Geral de Depósitos, ao período entre 2000 e 2015, que visava apreciar os atos de gestão então praticados, e que ficou a cargo da Ernst & Young (EY), custou cerca de 700 mil euros. Depois, a auditoria da auditoria - ou seja, a dupla verificação das contas da EY - encomendada à PwC custou mais 300 mil euros.

Ao todo, o Ministério das Finanças gastou cerca de um milhão de euros com a análise da situação financeira do banco do Estado, liderado por Paulo Macedo, revela o “Jornal de Negócios” esta quarta-feira.

Os resultados da primeira auditoria (aquela que custou 700 mil euros) não foram divulgados publicamente, mas a administração da Caixa Geral de Depósitos entregou o documento ao Ministério Público; neste momento, corre uma investigação judicial a eventuais práticas de gestão danosa no banco, e o documento ficou em segredo de justiça. Segundo o matutino, o Governo não pediu acesso ao documento.

Em 2016, Mário Centeno promoveu a auditoria da CGD, quando se antecipava a capitalização pública da instituição - o que resultou na injeção de 3,9 mil milhões de euros no banco.