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Banco de Portugal apertou critérios na concessão de crédito à habitação. Sector prepara mudanças para o final do ano

FOTO D.R.

Desde o início de 2018 e até junho, as famílias portuguesas receberam dos bancos 3784 milhões de euros para a compra de casa, mais 717 milhões do que no mesmo período de 2017

O Banco de Portugal está preocupado com o mercado imobiliário - e a culpa não é toda do turismo. Desde o início de julho, a instituição liderada por Carlos Costa definiu critérios mais apertados para a concessão de crédito à habitação; o setor admite também que até ao final do ano os critérios de atribuição de empréstimos vão passar a ser “mais restritivos”, conta o “Correio da Manhã” esta quarta-feira.

Desde o início de 2018 e até junho, as famílias portuguesas receberam 3784 milhões de euros para a compra de casa, mais 717 milhões do que no mesmo período de 2017. Este cenário, contudo, está prestes a alterar-se.

Para o terceiro trimestre de 2018, “no segmento dos particulares, a maioria das instituições antevê critérios de concessão de crédito ligeiramente mais restritivos”, revela um inquérito do Banco de Portugal feitos aos bancos sobre o mercado de crédito.

Desde o início do mês, lembra o matutino, as novas regras do BdP impuseram a criação de um limite ao valor do empréstimo: o financiamento não pode ultrapassar 90% do valor do imóvel. Além disso, as instituições de crédito passaram também a ser obrigadas a calcular a taxa de esforço do cliente, antes de conceder um empréstimo.

Para calcular a taxa de esforço, os bancos terão de contabilizar todos os encargos mensais dos clientes com outros empréstimos existentes - somados ao novo crédito - e confrontar esse valor com o rendimento mensal, já depois de descontado IRS e Segurança Social. No final e para que o crédito seja aprovado, essa percentagem não poderá ultrapassar 50% do rendimento disponível.