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Estado paga mais a ex-diretores do BPN do que a Marcelo

Inácio Rosa/Getty

Informação consta da auditoria realizada pela Inspeção-Geral das Finanças (IGF) à Parvalorem - veículo público que gere cerca de três mil milhões de euros de ativos tóxicos do antigo Banco Português de Negócios (BPN) - que chegou a semana passada à Assembleia da República

O Estado português paga a dois antigos responsáveis do núcleo duro de José Oliveira Costa um salário mensal em torno dos 12.600 euros, mais 5900 euros do que aufere o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Esta informação consta da auditoria realizada pela Inspecção-Geral das Finanças (IGF) à Parvalorem, veículo público que gere cerca de três mil milhões de euros de activos tóxicos do antigo Banco Português de Negócios (BPN), que chegou a semana passada à Assembleia da República, conta o “Público” esta terça-feira.

Apesar do seu estatuto de empresa pública o requerer, a Parvalorem - há sete meses em gestão corrente - não submeteu ao Tribunal de Contas “aquisições de bens e serviços superiores ao limite fixado de 350 mil euros”.

Segundo o matutino, a auditoria revelou também “falhas processuais” em matéria de “análise da carteira de crédito e dos perdões de dívida”. Por exemplo: a Parvolem não poderia ter aceite receber de clientes (cuja relação comercial foi herdada do antigo BPN) imóveis para anular dívidas de montantes superiores e “nalguns casos muito inferiores”.

“Por força de dações em cumprimento foram extintos pela totalidade os créditos que estavam na sua origem, apesar dos bens recebidos serem de valor inferiores aos créditos”, aponta a auditoria.