Siga-nos

Perfil

Expresso

Revista de imprensa

Reclamações nos transportes aéreos aumentaram 35% em 2017

Tiago Miranda

Em 2017, as reclamações recebidas pela ANAC remetidas diretamente ou provenientes dos livros de reclamações subiram, no caso da TAP, mais de 50% para quase 6000, conta o “Jornal de Negócios” esta quarta-feira

A nova norma de quem vai viajar de avião (à qual nem a seleção nacional escapou no domingo): atrasos e mais atrasos, cancelamento de voos e filas de espera infernais, dentro dos aeroportos. Não é de espantar, então, que a acompanhar esta tendência esteja outra: em 2017, o número de reclamações referentes a transportes aéreos aumentou em 35% face a números de há dois anos, noticia o “Jornal de Negócios” esta quarta-feira.

No ano passado, o número de reclamações dos passageiros do transporte aéreo ultrapassou as 10.900, quando em 2016 tinham sido cerca de 8000, de acordo com os relatórios do primeiro e do segundo semestre de 2017 da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC).

Segundo os dados da ANAC, os principais motivos das queixas são atrasos no voo (2437, mais 51% do que em 2016), cancelamentos (2172, aumentando quase 87%) e problemas com bagagem (1260, uma subida da ordem dos 5%).

Ao nível nacional, a TAP, à semelhança do que já havia acontecido em 2016, continuou a liderar o ranking das entidades pelas quais os portugueses (e não só) apresentaram mais queixas: em 2017, as reclamações recebidas pela ANAC remetidas diretamente ou provenientes dos livros de reclamações subiram, no caso da TAP, mais de 50% para quase 6000.

A SATA Air Açores, por sua vez, manteve o segundo registo mais elevado, tendo totalizado 1094 queixas, o que representou um acréscimo de 49% face a 2016.

Já em terceiro lugar neste “ranking” surge o aeroporto de Lisboa, com um total de 525 em 2017. Esta foi a primeira vez que o aeroporto Humberto Delgado chegou ao top 3 de queixas; na primeira metade de 2016, Easyjet, Ryanair e Portway tinham sido alvo de mais queixas do que o aeroporto da capital, o que já não aconteceu no ano passado.

  • CP recebeu mais de 24 mil reclamações em 2017

    As principais queixas estão relacionadas com os preços, funcionamento de bilheteiras e atrasos no cumprimento dos horários, de acordo com um relatório da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes