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Ministério Público. Parlamento tem 19 deputados arguidos

Marcos Borga

Entre outubro de 2015 e maio de 2018, os serviços do Parlamento contabilizaram um total de 16 deputados arguidos, aos quais teve de ser levantada imunidade parlamentar. Esta semana soube-se que há mais três. Caso “Galpgate” fez aumentar o número, escreve o “Público” esta quarta-feira

O número de arguidos do caso “Galpgate” - as viagens pagas pela empresa petrolífera a deputados para assistirem aos jogos do Europeu em França - voltou a aumentar esta semana: aos nomes já conhecidos, juntaram-se aos arguidos do processo Hugo Soares, Luís Campos Ferreira e Luís Montenegro (que já não está na Assembleia da República desde abril), do PSD, e Rocha Andrade, do lado dos socialistas. Isto fez com que o número de deputados parlamentares que são arguidos de processos judiciais, neste momento, chegasse aos 19 - nove do PS e dez do PSD -, revela o “Público” esta quarta-feira.

O caso “Galpgate” é só a última polémica a assombrar o Parlamento. A maioria dos deputados com processos judiciais, conta o matutino, estão relacionados com o poder local e aventuras autárquicas.

Entre outubro de 2015 e maio de 2018, os serviços do Parlamento contabilizaram um total de 16 deputados arguidos, aos quais teve de ser levantada imunidade parlamentar: oito do PS e oito do PSD.

Para estes 16 deputados, houve 20 pedidos de levantamento de imunidade para prestação de depoimento na qualidade de arguidos, o que significa que alguns deles foram ou serão ouvidos em mais do que um processo - o caso de Carlos Pereira e Joana Lima, ambos do PS -, nota o “Público”.

Também nos últimos três anos, foram concedidas 100 autorizações para prestação de depoimento como testemunhas: sobretudo no PSD e no PS, mas também no Bloco de Esquerda, no PCP e no CDS. Alguns dos deputados que são arguidos de processos judiciais testemunharam de ambos os lados da "barricada": do PS, Joana Lima, Carlos Pereira, Carla Tavares, Palmira Maciel; do PSD, Luís Montenegro, Hugo Soares, Isaura Pedro, Maurício Marques e Miguel Santos.