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Mário Nogueira: “Impõe-se a presença do ministro na mesa de negociações”

Foto António Cotrim / Lusa

Mário Nogueira, líder da FENPROF, volta a defender a tese de que o Governo de António Costa tinha-se comprometido, em novembro do ano passado, a recuperar todo o tempo de serviço para os professores, num texto de opinião publicado esta segunda-feira no “Público”

Tiago Brandão Rodrigues, o ministro da Educação, devia estar presente na mesa de negociações com os professores, no debate pela recuperação do tempo de serviço, reivindica Mário Nogueira, líder da Federação Nacional de Professores (FENPROF), num texto de opinião intitulado “a justa luta dos professores” e publicado esta segunda-feira no “Público”.

“Neste processo [de negociação] impõe-se a presença do ministro. É em momentos difíceis, como este, que se avalia a capacidade política dos governantes. Destes se exige: presença e não eclipse; capacidade de diálogo e não envio de recados; dimensão política e não pequenez pessoal”, desafia o líder da FENPROF.

No mesmo texto de opinião, Mário Nogueira volta também a defender a tese de que o Governo de António Costa tinha-se comprometido, em novembro do ano passado, com a recuperação de todo o tempo de serviço para os professores - os nove anos e quatro meses -, sendo que estava ainda em aberto que esta pudesse ocorrer de forma faseada.

“Para além de ser justa [esta reivindicação], corresponde a um compromisso do Governo que, mais de meio ano depois de o firmar, não quer cumprir, desrespeitando a promessa e, agora, a Lei do Orçamento do Estado (OE) e a Assembleia da República que, sem votos contra e com os votos favoráveis de quem aprovou o OE, recomendou que todo o tempo de serviço é para contar, remetendo para negociação, apenas, o prazo e o modo”, aponta Mário Nogueira.

Segundo o responsável da FENPROF, tentando fugir ao compromisso, “os governantes reinterpretam o texto assinado em novembro”. “Só que o texto vale pelo que está escrito e não por reinterpretações feitas ao jeito de quem quer fugir à responsabilidade”, avisa.