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Greve dos professores: mais de 36 mil alunos foram a exame sem terem nota atribuída

nuno fox

Em regra, os alunos só podem prestar provas depois de serem conhecidas as classificações dadas pelos professores. Contudo, este ano, devido à greve dos docentes, 23% dos alunos que já fizeram ou vão fazer exames ainda não têm notas atribuídas

Os exames nacionais começaram na segunda-feira e a greve dos professores às reuniões de avaliação, que se iniciou a 4 de junho, já está a afetar os estudantes que os vão realizar. Dos cerca de 160 mil alunos que têm vindo, nos últimos dias, a realizar os exames nacionais do 11.º e 12.º anos, 36.700 apresentaram-se às provas sem saber ainda quais serão as notas que os seus professores lhes vão atribuir, segundo dados do Ministério da Educação facultados ao “Público”.

Em regra, os alunos só podem prestar provas depois de serem conhecidas as classificações dadas pelos professores. Contudo, este ano, devido à greve dos docentes, 23% dos alunos que já fizeram ou vão fazer exames ainda não têm notas atribuídas.

O matutino lembra que à semelhança do que aconteceu em 2013, quando ocorreu também uma greve às reuniões de avaliação, o Ministério da Educação autorizou que os alunos sem notas lançadas fossem a exame com nota condicionada - ou seja, dependendo, mais tarde, do que vierem a ser as suas notas internas.

Para os alunos que acabarem por ter uma nota interna negativa valerá apenas a classificação do exame, confirmou ontem o Ministério da Educação ao “Público”.

Está previsto no calendário escolar de 2017/2018 que as notas dos exames do secundário sejam lançadas a 12 de julho. Porém, com a greve dos professores ainda a decorrer nessa data, este prazo poderá ter de ser adiado.