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PS encurralado e forçado a descer preço dos combustíveis

Ouvido pelo “Negócios, o socialista Carlos Pereira disse que o PS tem “consciência de que o preço da matéria prima veio colocar o preço dos combustíveis em valores que não era espectáveis”, mas também afirmou que as mudanças nos combustíveis devem ser feitas de forma que as “contas públicas não sejam postos em causa”

PCP, Bloco de Esquerda, PSD e CDS-PP estão juntos por uma causa, a descida do preços dos combustíveis, e podem bem fazê-lo acontecer esta quinta-feira, na Assembleia da República, à revelia do PS, avança o “Jornal de Negócios”. Estes partidos, cada um com a sua proposta que será apresentada a debate hoje no Parlamento, defendem a redução do Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos (ISP), a eliminação do aumento que este teve em 2016 (seis cêntimos) ou a sua adequação face ao aumento do preço do petróleo atual.

O PS, que já anunciou que vai votar contra todas estas iniciativas, está encurralado. Para os socialistas, este tema deve ser discutido, mas apenas em sede de Orçamento do Estado (OE) para 2019. Até lá, tudo deverá continuar igual, dada a dimensão da receita fiscal em causa.

Ouvido pelo “Negócios”, o socialista Carlos Pereira disse que o PS tem “consciência de que o preço da matéria prima veio colocar o preço dos combustíveis em valores que não eram espectáveis”, mas também afirmou que as mudanças nos preços devem ser feitas de forma que as “contas públicas não sejam postas em causa”.

Os socialistas recordam a lei travão para que não seja possível avançar já com mexidas no imposto, escreve o matutino. A lei travão, lembremos, é uma norma constitucional que impede o Parlamento de aprovar medidas que afetem o equilíbrio orçamental ao longo do ano.