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Professores da Madeira vão recuperar todo o tempo de serviço, mas de forma faseada

nuno fox

A proposta do executivo madeirense tem como data de início 1 de Setembro de 2019 e abrange cerca de seis mil professores.

Ao contrário do que se está a passar no continente, onde as negociações entre Governo e sindicatos ainda correm, os professores da Madeira já chegaram a um possível acordo com o executivo insular: vão recuperar todo o tempo de serviço ao longo de sete anos, revela o “Público” esta quarta-feira.

Na segunda-feira da semana passada, o executivo do Funchal propôs a recuperação integral do tempo de serviço dos professores em sete anos. A direção do Sindicato dos Professores da Madeira (SPM) decidiu ouvir os sócios e 85% destes votaram pelo regresso à mesa de negociações e cancelaram a greve que tinham agendada.

Portugal é só um, mas tudo indica que irão existir três soluções distintas para a questão da contagem do tempo de serviço dos professores que viram as suas carreiras congeladas entre 2005 e 2007 e entre 2011 e 2017. Uma para os Açores, uma para a Madeira e outra para Portugal continental.

De acordo com o matutino, o calendário proposto pelo Governo social-democrata da Madeira estende-se por sete anos. Nos primeiros seis, os professores recuperam a cada ano 545 dias de tempo de serviço. No sétimo e último ano, vão buscar os restantes 141. No total, o equivalente aos mais de nove anos reclamados também no continente.

A proposta do executivo madeirense tem como data de início 1 de setembro de 2019 e abrange cerca de seis mil professores.