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OPA chinesa pode bloquear futuro da EDP Renováveis nos EUA

António Mexia deverá pronunciar-se sobre a OPA na primeira semana de junho

Luis Barra

A administração da EDP Renováveis, liderada por António Mexia e João Manso Neto, admite que pode haver um chumbo à OPA da China Three Gorges, devido à presença da companhia eólica nos Estados Unidos

O mercado norte-americano representa, neste momento, metade da capacidade da EDP Renováveis e, ao que tudo indica, será muito difícil encontrar alternativas ao seu contributo. Na prática, esta situação poderá ser um problema para a concretização da Oferta Pública de Aquisição da China Three Gorges, escreve o “Jornal de Negócios” esta segunda-feira.

A administração da EDP Renováveis, liderada por António Mexia e João Manso Neto, admite mesmo que pode haver um chumbo à OPA da China Three Gorges.

Segundo o matutino, as ofertas públicas de aquisição da CTG sobre a EDP ( e que inclui a EDP Renováveis) obrigam a duas autorizações: da comissão reguladora de energia dos EUA (FERC) e do comité de avaliação de investimentos estrangeiros (CFIUS), presidido pelo secretário do Tesouro dos EUA, cargo ocupado por Steven Mnuchin.

Se os remédios impostos pela FERC só em si serão problemáticos, o do CFIUS poderão muito bem fazer fracassar a OPA chinesa.

Num relatório em que a administração da Renováveis se pronuncia sobre a OPA, a que o “Negócios” teve acesso, a EDP vê a possibilidade de a operação ser sujeita a “exame mais rigoroso” pelo CFIUS, “conduzindo a um processo de revisão demorado e que poderá concluir pela necessidade de medidas de correção ou de mitigação”.

“Existe também a possibilidade de a transação não ser autorizada pelo CFIUS”, nota a eólica.