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Ministro da Ciência subscreveu manifesto por mais financiamento para a sua tutela. Autores do documento exigem esclarecimentos

Manuel Heitor, ministro da Ciência e Ensino Superior

Foto Alberto Frias

Manuel Heitor ainda não deu resposta às exigências do manifesto que assinou há três semanas. Os proponentes do Manifesto pela Ciência em Portugal 2018 defendem a necessidade de criar um “Simplex” para a ciência

Há três semanas, foi notícia em quase todos os órgãos de comunicação nacionais: Manuel Heitor, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, assinou um manifesto, intitulado Manifesto pela Ciência em Portugal 2018, que pedia menos burocracia, financiamento mais regular e uma política de contratação que valorizasse os investigadores.

A contradição particular de Manuel Heitor veio logo à superfície e foi motivo de polémica: o ministro estava a apoiar uma iniciativa que se manifestava contra as políticas do próprio ministério que ele tutelava. O ministro, contudo, justificou-se defendendo que também ele estava insatisfeito com a situação da investigação científica em Portugal.

Entretanto, esta mesma iniciativa já recolheu quase cinco mil assinaturas, mas nem o Governo nem nenhum responsável da Assembleia da República deu resposta às exigências apresentadas. De acordo com o “Público” esta segunda-feira, apesar da sua assinatura, Manuel Heitor, até ao momento, não voltou a tocar neste assunto.

Segundo revela o matutino, os proponentes do Manifesto pela Ciência em Portugal 2018 voltaram agora a redigir um novo documento exigindo esclarecimentos ao ministério tutelado por Manuel Heitor, devido ao facto de não terem tido qualquer resposta.

No novo documento, os proponentes do manifesto reforçam a necessidade de criar um “Simplex” para a ciência e lançam uma dezena de questões que querem ver respondidas.

Por exemplo: “que medidas serão tomadas para que os concursos para projetos de investigação de bolsas e contratação de investigadores ocorram anualmente, com calendarização estável e com datas de abertura e prazos de resposta razoáveis? Que passos concretos estão a ser dados para pôr em prática a simplificação dos procedimentos, formulários/plataformas de submissão e avaliação dos concursos?”, revela o “Público”.