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Operação Lex. Amiga de Rangel, investigada em seis processos, continua a trabalhar no Estado

ANTÓNIO PEDRO SANTOS / Lusa

Os escritórios da funcionária pública foram passados a pente fino pela Polícia Judiciária na quinta-feira

Natércia Pina, amiga do juiz Rui Rangel, foi ontem constituída arguida no processo da Operação Lex e é investigada em mais cinco processos judiciais - por burla, corrupção, tráfico de influências e abuso de confiança -, mas ainda se mantém em funções como diretora dos serviços hoteleiros do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental (CHLO), avança o “Correio da Manhã” esta sexta-feira.

Os escritórios da funcionária pública foram passados a pente fino pela Polícia Judiciária na quinta-feira. Segundo o matutino, o Ministério Público suspeita que Natércia Pina era uma das clientes do desembargador. Ou seja, à semelhança de outros casos, Natércia Pina pagaria “despesas pessoais” do juiz a troco de decisões favoráveis na Justiça.

De acordo com o “CM”, os investigadores apanharam mensagens trocadas entre Rangel e o advogado Santos Martins, o suposto testa de ferro do juiz, que evidenciam o pagamento de subornos. "Tem estado a juntar as receitas dos restaurantes e amanhã já paga. Ainda é um valor considerável, 1300 euros", escreveu Santos Martins.

Um dos favores comprados por Natércia Pina terá sido no âmbito do processo Operação Pratos Limpos, relacionado com o concurso para a exploração de cafetarias e refeições nos hospitais públicos.

Natércia, juntamente com o ex-marido Manuel Cleto, terá usado a sua posição no CHLO para aceder às propostas apresentadas nos concursos por concorrentes. Passaria depois a informação ao marido, de quem era sócia.