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VALNOR transforma resíduos em adubo

Submetida a concurso público internacional, a nova fábrica de valorização orgânica será erguida na Herdade das Marrãs.

A VALNOR, empresa que gere a recolha e o tratamento de resíduos urbanos no Norte Alentejano, abriu concurso público internacional para a construção da fábrica de valorização orgânica. Esta infra-estrutura permite a transformação dos resíduos orgânicos em adubo, gerando «benefícios ambientais e económicos» para o sistema VALNOR.

A nova unidade vai erguer-se no Centro de Valorização da VALNOR na Herdade das Marrãs, entre Alter do Chão, Avis e Fronteira, e ocupará uma área coberta de três hectares. Com um investimento previsível na ordem de 13 milhões de euros, o complexo irá tratar a matéria orgânica (todos os restos de comida e outros produtos naturais) que acompanham os resíduos urbanos, procedendo à sua separação e posterior transformação em adubo orgânico.

Este processo assume uma dupla vantagem, pois ao mesmo tempo que promove uma valorização ambiental dos resíduos, transformando-os em adubo orgânico, um produto natural isento de químicos, diminui drasticamente a produção de biogás no aterro e consequentemente a emissão de gases com efeito de estufa. Em simultâneo «baixam ainda os riscos de contaminação, já que os resíduos depositados deixam de conter grande parte dos materiais orgânicos e passam a ser compostos quase só por inertes», explica a empresa que abrange os quinze concelhos do distrito de Portalegre, além de Abrantes, Mação, Sardoal e Vila de Rei.

O administrador-delegado da VALNOR, Pinto Rodrigues, adianta que os estudos apontam para que sejam separados cerca de 70 mil toneladas de resíduos orgânicos por ano que se traduzirão numa produção de 20 mil toneladas de adubo. O responsável esclarece ainda que a obra poderá ser adjudicada já em Setembro, prevendo-se que a construção demore 18 meses. Esta nova fábrica de valorização orgânica vai criar mais 30 postos de trabalho directos.