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Um plano de defesa da reserva do Tejo

A poluição e a pesca ilegal, que têm vindo a prejudicar a actividade dos pescadores» do concelho de Alcochete, são as grandes preocupações demonstradas pelos responsáveis da Reserva Natural do Estuário do Tejo (RNET).

Está prevista para o mês de Março uma reunião alargada com os utilizadores directos do Estuário do Tejo, pescadores desportivos e profissionais, para auscultar as preocupações e ameaças que se colocam presentemente no rio e no seu estuário. Na linha de mira estão, principalmente, a "poluição e a pesca ilegal, que «têm vindo a prejudicar a actividade dos pescadores" do concelho, segundo a directora da RNET, Maria João Burnay.

As conclusões do referido encontro podem assumir grande importância na elaboração do Plano de Ordenamento da RNET, que está presentemente em curso. De momento, a direcção da reserva está a recolher pareceres da Comissão Mista de Coordenação, e a realizar reuniões sectoriais temáticas com entidades ligadas à Pesca e à Agricultura, e com a Administração do Porto de Lisboa.

Maria João Burnay aponta o final de Março como possível data de conclusão de uma primeira proposta de Plano de Ordenamento, mas não quer criar falsas expectativas, dada a complexidade do processo. "Estamos a ouvir muitas entidades, muitos parceiros e é necessário conciliar interesses e pontos de vista, pois queremos que o plano seja o mais participado possível", sublinha.

São muitos os problemas e ameaças, que afectam o estuário do Tejo. De qualquer forma, a directora da RNET enumera, como mais facilmente identificáveis, a poluição, a sobreutilização dos solos, a falta de ordenamento e de requalificação da orla ribeirinha, a pesca ilegal e as actividades náuticas, que possam pôr em causa o ecossistema.

O processo de elaboração do plano deverá aprofundar em breve todas estas situações e as suas causas e indicar o melhor caminho a seguir para o ordenamento da RNET.