Siga-nos

Perfil

Expresso

Regiões

Transportes urbanos com bilhetes biométricos

Em vez do papel ou do plástico, serão sensores a controlar quem viaja

  Fernando Brízio, professor do curso de Design Industrial na ESAD, recebeu quase €150 mil pelo Projecto de Bilhetes Biométricos para Transportes Urbanos. A candidatura foi feita ao Instituto de Artes (IA), que anualmente apoia diferentes entidades que se distinguem nesta área.

Com o projecto de bilhetes biométricos para transportes urbanos, o designer pretende eliminar os títulos de transporte materiais (papel ou plástico), a fim de reduzir o impacto ambiental provocado pelo lixo em que rapidamente se transformam e pela energia gasta desnecessariamente.

O sistema proposto consiste na compra de um bilhete num interface de transporte, onde se selecciona o tipo de título que se pretende (ida, volta ou ida e volta) e se procede ao pagamento desse mesmo título, que em vez de ser emitido é registado na máquina através de botões que contém sensores biométricos (medida do corpo) e que registam a impressão digital do utilizador.

Essa informação fica gravada e o passageiro, antes de entrar no transporte, coloca novamente o seu dedo num botão que identifica se tem direito a fazer a viagem. No final desta, o utente executa os mesmos procedimentos e a sua informação apaga-se.

Estes sensores permitem também um aumento da segurança pois registam medidas únicas e pessoais.

Embora os benefícios deste projecto e a sua relevância, tenham sido reconhecidos, através da atribuição de um subsídio pelo IA para o seu desenvolvimento, a quantia é no entanto insuficiente, uma vez que «é um projecto muito complexo, que engloba muitas disciplinas e conhecimentos de outras áreas», refere Fernando Brízio, explicando que «apenas me concederam 70% do que tinha pedido, o que é pouco, tendo em conta que o orçamento do projecto foi baseado em tarefas necessárias para a sua concretização».

Perante esta situação, o designer pretende arranjar uma parceria com uma empresa para conseguir desenvolvê-lo, pois «tem um objectivo muito específico e benéfico para as sociedades», salienta Fernando Brízio.

A apresentação do protótipo do projecto terá de acontecer até ao final do ano ou em Março de 2007, data a partir da qual será necessário haver uma empresa interessada em comercializar este sistema para que a sua aplicabilidade seja efectiva.