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Selo de qualidade para os produtos transmontanos

A Comissão Europeia distinguiu mais oito produtos agrícolas transmontanos com o selo de qualidade Identificação Geográfica Protegida (IGT). A incidência principal deste reconhecimento recaiu sobre algumas variedades do famoso fumeiro do Nordeste.

A chouriça de carne, o chouriço de abóbora, a sangueira, o salpicão, a alheira, o cordeiro e o anho produzidos na região do Barroso- Montalegre e a batata de Trás-os-Montes entraram agora para a lista dos produtos protegidos.

Dado que o fumeiro é um filão muito rentável para o concelho de Montalegre, o autarca local, Fernando Rodrigues, realça que esta distinção é uma mais-valia para distinguir a qualidade dos produtos da terra.

A candidatura foi apresentada pela Câmara Municipal e pela Cooperativa Agrícola de Montalegre há cerca de seis anos, com o objectivo de valorizar o trabalho dos produtores.

Actualmente, a região do Barroso conta com cerca de 20 produtores licenciados, um número que Fernando Rodrigues gostaria de ver triplicar com a adesão à nova legislação e com os apoios conseguidos através de fundos comunitários. “O fumeiro é o nosso cartaz. São estes produtos que servem de base ao turismo, gastronomia, pesca e caça”, acrescentou o edil.

A batata produzida em Trás-os-Montes também fica protegida com o selo IGT, o que irá contribuir para a sua valorização no mercado nacional e internacional.

Combater a concorrência desleal é o objectivo da Comunidade Europeia que, em 1992, criou sistemas de protecção e valorização dos produtos agro-alimentares, que delimitam a área geográfica onde são produzidos.

Ao todo, a CE distinguiu mais 11 produtos a nível nacional, entre os quais se encontram 'ex-libris' transmontanos e alentejanos.

Neste momento, o mercado internacional conta com cerca de 750 produtos protegidos pela legislação sob as formas de IGT, Denominação de Origem Protegida (DOP) e Especialidade Tradicional Garantida (ETG).