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Rendimento Social de Inserção triplica no distrito de Leiria

O número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) no distrito de Leiria triplicou num ano.

O número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) no distrito de Leiria triplicou num ano. Os dados, do Centro Distrital da Segurança Social de Leiria, não deixam margens para dúvidas: em Dezembro de 2004 eram 1.619 pessoas no distrito a usufruírem daquele apoio social, enquanto que no ano seguinte - Dezembro de 2005 - tal número atingiu os 4.528 beneficiários. E já nos primeiros três meses deste ano, o subsídio contemplou mais 96 cidadãos. Nesse mês, o valor médio mensal da prestação de RSI processado nos serviços de Leiria da Segurança Social era de €70,39 por beneficiário.

De acordo com a mesma informação, é no concelho de Leiria que existe o maior número de beneficiários do RSI: 946 no total. Segue-se Alcobaça (533), logo depois Peniche (503) e Pombal (481). Porto de Mós, com 384 beneficiários do subsídio em Dezembro de 2005, e Marinha Grande (352) estão imediatamente abaixo.

Os concelhos em que menos cidadãos usufruem do Rendimento Social de Inserção são Pedrógão Grande (48), Bombarral e Castanheira de Pêra (cada um com 87 apoios concedidos), Óbidos (88), Alvaiázere (89) e Batalha (92).

Mais jovens e mais idosos. São pessoas entre os zero e os 24 anos e as que têm idade igual ou superior aos 55 anos as maiores beneficiárias do RSI no distrito: 2.201 e 841 pessoas, respectivamente, segundo o Centro Distrital da Segurança Social.

Por outro lado, há ainda mais mulheres que homens a auferirem deste apoio: 2.428 mulheres para 2.100 homens. Esta tendência verifica-se em 13 dos 16 concelhos do distrito. As excepções são Castanheira de Pêra e Óbidos, em que há mais homens a serem apoiados com o RSI. Em Pedrógão Grande, os subsídios estão ela por ela: são 24 mulheres as beneficiárias e o mesmo número de homens.

O Rendimento Social de Inserção foi criado em Maio de 2003 e substituiu o Rendimento Mínimo Garantido (RMG), até à data em vigor.

Rosa Oliveira, responsável do núcleo de RSI de Leiria, explica que o  acréscimo tem basicamente a ver com a transição dos beneficiários do RMG para a nova prestação, não colocando contudo de parte que o aumento dos beneficiários  possa estar também relacionado com alguma crise económica.