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Recrutas à cata de semáforos

Uma vez que em Estremoz não há sinais luminosos, os instruendos de Infantaria vão ver semáforos e rotundas a outras terras.

Com o encerramento do Regimento de Infantaria Nº8 de Elvas, a meio do ano, o Centro de Instrução de Condução Auto (CICA) foi transferido para Estremoz. No entanto, há certas aulas que continuam a ser dadas em Elvas, uma vez que aquela localidade não possui semáforos e a instrução obriga a que os candidatos conduzam em locais onde eles existam.

Esta situação obriga os instrutores e os instruendos a realizarem dezenas de quilómetros em busca de localidades onde haja semáforos, por exemplo, Elvas. No caso dos instrutores que residem nesta cidade e prestam serviço em Estremoz , a situação é tanto mais complicada como inverosímil. Senão vejamos. De manhã o instrutor desloca-se para o seu local de trabalho. Depois tem que dar instrução numa cidade onde, horas antes, se encontrava. Após as aulas volta para Estremoz e, ao fim do dia, regressa a Elvas.

Além do cansaço dos trabalhadores - principalmente agora no Verão em que as temperaturas rondam os 40 graus -, tudo isto representa elevados custos para o Exército. Fonte contactada pelo «Linhas» revelou que, com a mudança, os ins­trutores vêem-se confrontados com a «inexistência de itinerários indispensáveis», entre eles os de instrução com sinalização tricolor [semáforos] e circulação urbana, um itinerário dentro da unidade (em Elvas existia um de 5 km) e ainda outro para manobras. Em Elvas existia a zona industrial e na zona industrial de Estremoz «o piso está em péssimas condições», segundo aquela fonte. Por outro lado,  a maioria das viaturas está parqueada ao ar livre, encontrando-se apenas meia-dúzia protegidas sob um telheiro. Em Elvas todas as viaturas destinadas à instrução se encontravam em pavilhões construídos para esse fim.