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Quatro grifos devolvidos ao seu habitat natural

As aves tinham sido vítimas de envenenamento no passado mês de Julho. E deram então entrada no Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens de Castelo Branco, para serem devolvidos à natureza na área do Parque Natural do Tejo Internacional, na terça-feira dia 21.

Três dos abutres agora libertados deram entrada no Centro de Recuperação depois de se alimentarem com uma raposa envenenada numa zona de caça, adianta a Quercus, a associação que dirige o Centro. Neste mesmo episódio morreram envenenados três abutres negros (Aegypius monachus) e cinco grifos.

Para assistir à libertação dos grifos, a Quercus convidou jovens, proprietários agrícolas e gestores de caça, no intuito de os sensibilizar. É que, segundo esta associação ambientalista,  entre os principais factores de ameaça às espécies necrófagas, como os abutres, destaca-se o envenenamento. O uso de venenos para controlo de predadores, apesar de ilegal, continua a ser uma prática frequente em Portugal, nomeadamente nas zonas de caça. A diminuição da disponibilidade alimentar, destruição de habitat e perturbações durante o período de nidificação são também factores de ameaça.

Neste momento, encontram-se a recuperar no Centro 18 animais de diversas espécies, nomeadamente abutre negro, cegonha preta (ciconia nigra), cegonha branca (ciconia ciconia), corujas e mochos. O centro funciona actualmente sem qualquer financiamento do Estado.