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Protótipos científicos atrasam Museu do Lousal

Vera Mariano/SemMais Jornal

O Centro de Ciência Viva, um dos projectos mais ambiciosos da reabilitação da aldeia mineira do Lousal, só será inaugurado no final do primeiro trimestre de 2009. Alguns "atrasos na concepção de protótipos científicos que integrarão o centro atrasaram a abertura oficial" que chegou a estar prevista para Outubro deste ano, avançou ao Semmais Jornal Fernando Fantasia, o administrador da Fundação Frédèric Velge, responsável pelo projecto.

O atraso na concepção dos equipamentos, de acorco com aquele responsável, deve-se ao facto de serem "compostos por módulos científicos concebidos por cientistas portugueses que, apesar de se terem esmerado, demoraram mais tempo do que o previsto a conceber as peças". O trabalho agora está a avançar rapidamente e os equipamentos das áreas da Biologia e da Física, por exemplo, que vão compor o salão grande da ciência estão já na fase final. 

Apesar de não poder fazer já a inauguração oficial do Centro, a Fundação Frédèric Velge tem agendada uma "abertura simbólica" para o final do ano, uma vez que o museu já tem mais de 50% das valências a funcionar. Uma das peças fundamentais que já se poderá visitar é o CAVE - "Automatic Virtual Enviroment", projecto científico desenvolvido por investigadores do ISCTE com tecnologia de ponta utilizada na concepção de novos modelos pela NASA, pela Boeing e empresas prospectoras de petróleo e gás natural.

O objectivo deste projecto único em Portugal, de acordo com Miguel Dias, professor do ISCTE, é "fazer ciência ao vivo para educar os jovens para a ciência", mas também é uma tecnologia que poderá ser utilizada para investigação universitária e para apoio às indústrias portuguesas.

O CAVE utiliza a tecnologia digital "mock-up" que permite a computação gráfica virtual a três dimensões. O equipamento operacionalizado no antigo centro mineiro permitirá, numa primeira fase, uma descida virtual à mina, ou seja,"um grupo de dez a 15 pessoas poderá visualizar a 3D um conjunto de imagens criadas em computador "o mais fiéis possíveis à estrutura de uma mina".

O Centro de Ciência Viva está orçado em cerca de 2,5 milhões de euros, sendo que 850 mil euros foram financiados por fundos comunitários.