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População contra antena de telemóvel na Foz do Arelho

A Câmara das Caldas da Rainha já notificou a operadora de telecomunicações Vodafone para retirar a antena instalada na Foz do Arelho, em pleno centro da localidade, alegando que a empresa não cumpriu as obrigações a que se comprometeu quando pediu a respectiva autorização.

Mal foi instalada, em meados de Setembro, a torre de 30 metros contou logo, com a contestação da população, que realça o impacto visual negativo, além de equacionar os seus possíveis malefícios para a saúde.

A colocação desta antena tinha sido aprovada no ano passado, por unanimidade, pela Câmara Municipal das Caldas da Rainha. Mas a autorização fora acompanhada da recomendação para a torre ficar bem inserida na paisagem.

O presidente da Câmara, Fernando Costa, justificou a aprovação com a necessidade de uma antena para servir as pessoas da região, mas com algumas condicionantes, que diz a Vodafone não cumpriu, pelo que "erá que a retirar".

O presidente da Junta de Freguesia da Foz, Fernando Horta, entregou entretanto à Câmara um documento em que se manifestam  as preocupações da população e se propõe o deslocamento desta infraestrura de telecomunicações para um terreno municipal situado fora da localidade, onde o impacto visual seja menor. No local proposto já existe um equipamento semelhante, de outra operadora.

Também o vereador António Galamba solicitou informações sobre o cumprimento integral da legislação em vigor e do teor da deliberação da Câmara, tendo presente o impacto visual e as dúvidas manifestadas pelos cidadãos.

"Dá-me tristeza ver uma coisa daquelas, dentro do lugar", desabafa Lúcia Gaspar, cuja propriedade dista poucos metros da antena. Esta moradora contou que chegou de férias no dia em que a antena foi colocada e que antes não sabia da sua localização. Já Liliana Páscoa, que tem uma casa na Foz do Arelho, realça que aquela infra-estrutura não se enquadra nas soluções estéticas da localidade e parece-lhe "absolutamente impossível minimizar um impacto visual com 30 metros de altura e com aquelas cores", pelo que a solução passa pela sua retirada imediata.

Contou esta cidadã que todos os projectos para dois pisos de altura, que têm dado entrada na Câmara, não estão a ser aprovados por se entender que descaracterizam a Foz do Arelho. "Se um segundo andar num prédio descaracteriza a aldeia, como não a descaracteriza uma antena com 30 metros e aquelas cores?", questiona.

 Fátima Ferreira/GAZETA DAS CALDAS