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Polémica à volta dos fogos em Viseu

O comandante distrital dos bombeiros viseense, César Fonseca, contesta o número de reacendimento de incêndios divulgado pela DGRF na região.

O REACENDIMENTO de incêndios verificados em Viseu desde o princípio do ano, segundo a Direcção-Geral de Recursos Florestais (DGRF), ascende a 38, o que coloca a região com um registo seis vezes maior que o do segundo distrito mais fustigado: o Porto, com seis ocorrências. O número do relatório provisório «Incêndios Florestais – 2006» da DGRF, referente ao período entre 1 de Janeiro a 15 de Julho, é contestado pelo comandante distrital de bombeiros, César Fonseca, que revela estar a «apurar o que se está a validar no terreno».

A disparidade entre as ocorrências de reacendimentos em Viseu e nos restantes distritos do país é de tal forma evidente que o responsável do Centro Distrital de Operação de Socorro (CDOS) não encontra outra explicação que não seja a utilização de «diferentes critérios de validação» no território nacional. César Fonseca não ilustra a contestação com números diferentes dos da DGRF, mas garante que não tem «essa referência» (38). O Jornal do Centro não conseguiu obter um esclarecimento da DGRF.

Da parte dos Grupos de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da GNR a operar no distrito, o comandante da companhia - que abrange os GIPS de Armamar, Santa Comba Dão e de Viseu e mais dois do distrito de Vila Real - Costa e Silva, afirma que os helicópteros têm levantado, «mais vezes do que seria de esperar, para o mesmo sítio». Ressalva, no entanto, que a tarefa dos GIPS «é a primeira intervenção e não os rescaldos».

A experiência inédita, a nível nacional, dos GIPS da GNR tem cerca de dois meses no distrito. Os grupos heli-transportados da GNR, responsáveis pela primeira intervenção em caso de incêndio, estão estacionados em Santa Comba Dão, desde Maio, e em Armamar e em Viseu, desde Junho. Desde então, as equipas registaram aproximadamente 60 intervenções e acorreram a seis falsos alarmes. As patrulhas terrestres percorreram cerca de 20 mil quilómetros.  

A experiência dos GIPS no distrito é elogiada pelos responsáveis da GNR e pelo comandante distrital dos bombeiros, embora admitam que o panorama das ocorrências tem sido favorável à actuação das entidades com responsabilidades no combate e na prevenção de incêndios.