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Pobreza e desemprego alastram em Leiria

Contam-se por 23 mil os desempregados e são mais de dois mil os trabalhadores com salários em atraso.

O alerta está dado dado. A União de Sindicatos de Leiria denunciou o aumento de problemas sociais e do desemprego no distrito, contabilizando mais de 23 mil desempregados e mais de dois mil trabalhadores com salários em atraso, de acordo com uma avaliação a decorrer desde Março.

O encerramento de empresas alastrou aos sectores da cerâmica e cristalaria, que estão a desaparecer, mas atinge sobretudo a construção civil e o comércio. Alcobaça, Caldas da Rainha, Marinha Grande e Leiria são os concelhos onde o problema assume maiores proporções.

“As entidades patronais estão a abusar dos trabalhadores”, denuncia José Fernando, coordenador daquela entidade. Segundo garante, somam-se os casos de salários em atraso, os prémios de trabalho prometidos e não pagos ou os salários em reducção.

Todas as semanas o sindicato recebe casos de empresas que encerram e de trabalhadores "agredidos por patrões, por reclamarem os seus direitos”, ou de sociedades que se “livram dos trabalhadores a custo zero”. Na opinião de José Fernando, “está em curso uma tentativa de encobrir a pobreza, que existe” no distrito, e que se afere por casos de trabalhadores “com 100 euros mensais para sustentar a família”.

Por estes motivos muitos, é crescente o número dos que procuram apoio sindical e psicológico. Além disso, a União de Sindicatos relaciona três casos de suicídios, ocorridos em Julho e Agosto, com problemas laborais.