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PLIE da Guarda instalado em 2007

A Plataforma Logística de Iniciativa Empresarial tem apoios garantidos do Estado e muitos investidores interessados.

AS PRIMEIRAS empresas só vão poder instalar-se na Plataforma Logística de Iniciativa Empresarial (PLIE) da Guarda no próximo ano. A data foi confirmada, na semana passada, durante uma visita guiada às obras de infraestruturação da futura zona industrial da Guarda, e fica a dever-se à necessidade de transferir os terrenos para a sociedade promotora do empreendimento, lançado em 2000.

«Os terrenos ainda são da Câmara. Só estaremos em condições de os registar em nome da PLIE quando o plano de pormenor da área for publicado em «Diário da República» e nessa altura poder-se-á negociar com as empresas interessadas», disse Joaquim Valente, presidente da autarquia e do Conselho de Administração da PLIE. Situado na Quinta dos Coviais, a poucos quilómetros da cidade, o empreendimento, impulsionado pelo município e investidores privados, integra a Rede Nacional das Plataformas Logísticas criada pelo Governo. Com pressa está a EcoSoros, empresa de transformação de soros lácteos, vocacionada para a exportação, que, em 2001, escolheu a cidade para sedear a sua principal fábrica. «Estamos no projecto desde o início e contamos ser das primeiras empresas a avançar na plataforma, onde queremos ser uma âncora», sublinhou João de Meneses Ferreira. O presidente do Conselho de Administração da EcoSoros, um dos empresários presentes nesta visita, estima criar mais de meia centena de postos de trabalho, estando igualmente prevista a construção de uma central de biomassa no local. Um projecto paralelo destinado a fazer baixar os custos energéticos da sua laboração e aproveitar a matéria-prima florestal existente na região. «Há condições e parceiros, mas é preciso que a EDP crie aqui um um ponto de ligação à rede eléctrica através de uma sub-estação de distribuição», reclamou o responsável.

Um recado que o secretário de Estado da Indústria levou para Lisboa, para além da ideia de que a PLIE é uma «grande infraestrutura de desenvolvimento económico». Castro Guerra disse-se «satisfeito» com o que viu no terreno, reconhecendo que a iniciativa representa um «grande esforço» de investimento municipal, orçado em cerca de €24 milhões. Nesse sentido, comprometeu-se a «tudo fazer para menorizar o esforço dos actores locais», anunciando estar já assegurado o  financiamento das acessibilidades rodoviárias e ferroviárias à PLIE. Mas garantidos estão, por enquanto, cinco milhões do programa INTERREG para as infraestruturas e mais dois milhões vindos da medida Economia do Programa Operacional (PO) Centro para a área de localização empresarial. «O financiamento para todas as componentes do projecto já está assegurado ou em vias de ser solucionado, pelo que não será por falta de apoios que a PLIE não será concluída», acrescentou o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro (CCDRC). Para Alfredo Marques, a PLIE é um projecto «estrategicamente muito bom» para a região Centro e para o país. Um empenho que deixou Joaquim Valente «mais tranquilo». Sem adiantar pormenores, o autarca indicou que há um «lote significativo» de investidores interessados na PLIE e que «é prematuro» avançar com o número de postos de trabalho que poderão ser criados. «O que é certo é que cada vez mais empresários querem aproveitar a centralidade ibérica que a Guarda possui», garantiu.