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Pêra Rocha recupera níveis de produção

As condições climatéricas sentidas na Região Oeste estão a ser mais favoráveis à produção que no ano passado.

A Associação Nacional de Produtores de Pêra Rocha (ANP) prevê para este ano uma colheita entre as 130 e as 150 mil toneladas, o que seria superior à produção do ano passado mas, ainda assim, «muito inferior a 2004”, informou Patrícia Vaz, secretária geral da ANP.

Esta melhoria deve-se, essencialmente, às condições climatéricas, que estão a ser mais favoráveis, sobretudo porque não houve seca, tendo-se registado apenas pequenos percalços com o granizo, em zonas muitolocalizadas, nas regiões de Alcobaça, Murteira e Peral (Cadaval).

As perspectivas para a comercialização são boas, uma vez que a pêra apresenta boa qualidade e calibre. A ANP irá começar em breve com a campanha «Rocha do Oeste» a nível nacional, com o objectivo de reforçar a confiança do consumidor. Esta campanha realizou-se pela primeira vez no ano passado, nas grandes superfícies comerciais, e contou com a adesão inicial de oito empresas do sector.

Para o mercado internacional, a ANP possui um projecto apoiado pelo ICEP (Instituto das Empresas para os Mercados Externos) queagrega as várias fileiras agro-alimentares. Esta associação irá centrar as suas atenções no mercado inglês, pretendendo aproveitar melhor o maior mercado actual para a exportação de Pêra Rocha.

Também com a entrada em vigor do novo Quadro Comunitário de Apoio (2007-2013) estão previstos apoios para o sector horto-frutícola, centrados essencialmente no aproveitamento de recursos hídricos –  sistemas de rega, captação e armazenamento de água – e no apoio às organizações de produtores e seus associados.

«A fileira horto-frutícola terá um desenvolvimento mais competitivo se centrar os recursos disponíveis nos projectos estruturantes com objectivos claros e metas atingíveis», defendeu Patrícia Vaz, acrescentando que alguns pontos fortes serão incentivos à exportação de qualidade e a medidas de segurança alimentar, através das quais os «fruticultores e as suas organizações se poderão adaptar às exigências dos novos mercados».

A plantação de novos pomares também será considerada como uma prioridade, desde que instalados conforme as novas tendências do mercado e da rentabilidade económica.