Siga-nos

Perfil

Expresso

Regiões

Museu do Quartzo concluído em Junho

Segundo o seu coordenador-científico, Galopim de Carvalho, esté é "um projecto único e à escala mundial"

O Museu do Quartzo, no Monte de Santa Luzia, cujas obras começaram em Setembro de 2006, estará concluído em Junho deste ano. Esta foi a data apresentada pela Câmara Municipal de Viseu, numa visita de trabalho ao local, efectuada no dia 31 e que contou com a participação do Coordenador-Científico do projecto, Galopim de Carvalho, do arquitecto da obra, Mário Moutinho, e do Director do Museu Nacional de História Natural.

Parte do edifício já se encontra erguido, embora a candidatura do projecto ainda não tenha sido homologada pelo Governo. Como tal ,as verbas financeiras, ainda, não foram entregues à autarquia. A construção está orçada em cerca de €2.9  milhões e, segundo  Fernando Ruas, presidente da Câmara Municipal de Viseu,  “devido a alguns antecedentes” a candidatura é apenas um “processo que se irá realizar”.

Constituído por dois pisos, o museu representa, segundo Galopim de Carvalho, um projecto “único à escala mundial”, pois mais nenhum espaço científico ou cultural se “dedica a uma única espécie de mineral”.

O coordenador afirma, ainda que o museu pode atingir “três degraus” de desenvolvimento".

“O projecto está a ser feito como um museu virado para o público em geral e as escolas, sendo portanto vocacionado para a pedagogia e a cultura", diz.O segundo degrau passa por encontrar parcerias com as universidades do país e constituir ali o centro da comunhão da investigação científica do quartzo ao nível nacional. Numa terceira fase, "se houver apoios e grandes patrocínios de instituições industriais interessados no quartzo", poder existir aqui a sede de um centro internacional de investigação do quartzo, "onde a comunidade cientifica internacional possa vir fazer as suas reuniões”.

A autarquia pretende que o Museu do Quartzo “seja mais um elemento de atraccão, no âmbito da ciência, que justifique a vinda de estudantes de todo o país, assim como outros visitantes”. A candidatura à Rede Ciência Viva, já formalizada, é exactamente para isso.