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Lagares de azeite em risco de multa ou fecho

Em causa está o cumprimento das regras de higiene e de segurança alimentar, que vao ser mais rigorosa e oficialmente fiscalizadas.

Uma quantidade considerável dos 129 lagares de existência oficialmente reconhecida, no distrito de Castelo Branco (610 em todo o País), correm o risco de multas ou de serem convidados a encerrar as portas. É que a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (Asae) prometeu aumentar a fiscalização, para impor o cumprimento das regras de higiene, segurança e qualidade alimentar estão em vigor desde o início deste ano.

O aviso à navegação foi feito numa reunião na Associação Empresarial Nercab, em Castelo Branco, com centenas de pessoas ligadas ao sector. Ali ficou claro que os lagares estão obrigados a cumprir regras específicas como as de reduzir o período de armazenamento, manter a temperatura de termobatedeira entre 25 e 30 graus, conservar o azeite a 15 graus, com pouca luminosidade e em reservatórios de acordo com a qualidade.

Além de outras exigências específicas, são ainda obrigatórios sistemas de desinfecção e limpeza, o uso de vestuário adequado às tarefas e um elevado grau de higiene pessoal e formação para todos os intervenientes no processo de produção.

As regras a cumprir são claras e constam de Lei desde 1998. A questão é que, tal como já acontecera com a Lei da Água, nos anos 90, só quando troveja as pessoas se preocupam. “O que os técnicos da Asae disseram na reunião é que vai haver uma fiscalização mais apertada. E se algumas pessoas ficaram admiradas, não havia razão para isso”, refere um dos presentes na referida reunião.

 A CAP, entidade organizadora da reunião de Castelo Branco, prometeu tudo fazer para ajudar os lagares a cumprir a Lei e a adaptarem-se às novas circunstâncias. Mas não será fácil. Para João Pereira, presidente da Apabi, “corremos mesmo o risco de alguns lagares poderem fechar".

José Júlio Cruz

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