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Igreja transformada em centro interpretativo

O centro interpretativo do castelo de Montemor-o-Novo foi inaugurado recentemente e, além de recuperar um património com mais de 700 anos (a antiga igreja), este projecto permite, a quem visita o castelo, ter a percepção dos muitos séculos que passaram sobre esta colina.

A recuperação da Igreja de S. Tiago funciona para a Câmara Municipal como exemplo da forma como pretende impulsionar a requalificação do castelo de Montemor-o-Novo e recuperar outro património existente no concelho.

"O castelo é um monumento nacional, pelo que a responsabilidade principal é da administração central e nós revindicamos que  ela cumpra o seu papel. No entanto, a autarquia não se quer eximir às responsabilidades próprias que tem e também quer participar activamente nesta área", explica Carlos Pinto de Sá, o presidente da Câmara.

O centro interpretativo do castelo funciona, simultaneamente, como centro de recepção turística, para divulgar as potencialidades do concelho.

Investimento superior a €400 mil

O autarca destacou que esta recuperação representa um investimento de mais de €400 mil, sendo 40% financiados pela União Europeia, através do Programa Operacional da Cultura. A restante verba foi assegurada pela Câmara de Montemor. Carlos Pinto de Sá avançou ainda que a autarquia tem outros projectos de recuperação, nomeadamente do Convento da Saudação e do próprio Castelo.

Uma oficina de arqueologia trabalha durante todo o ano neste monumento, estando há três anos a ser feitas campanhas regulares de escavações arqueológicas. Segundo Pinto de Sá, "supunha-se que o castelo tinha sido de ocupação árabe, mas não existia qualquer prova disso. Há cerca de dois anos, as escavações descobriram, pela primeira vez, uma roca de fiar com a Mão de Fátima, que é um símbolo islâmico, o que prova de facto a sua ocupação desta colina".

Perto de dez mil objectos têm vindo a ser recuperados nas escavações, alguns de uma beleza magnífica, outros que não sendo tão exuberantes, têm dado um contributo muito importante para a história, como é o caso da necrópole descoberta durante as obras de reabilitação da Igreja de S. Tiago. "Queremos continuar esse trabalho, que recupera a nossa história e é quase infindável, mas está a ser desenvolvido por uma excelente equipa", acrescenta o autarca.

De Novembro a Março, o centro encontra-se aberto das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30. De Abril a Outubro, das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 18h30. Encerra à segunda-feira.