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Futuro da IRMAL é decidido em Outubro

A produção da fábrica está suspensa desde18 de Maio, por decisão dos trabalhadores, aos quais não eram pagos os salários.

O gestor judicial da Irmal – Indústrias Reunidas de Mobiliário de Aço, Lda., tem até dia 11 de Outubro para apresentar uma proposta de viabilização para esta empresa do sector da metalomecânica das Caldas da Rainha. Esta decisão foi tomada no passado dia 23 de Agosto numa assembleia de credores, constituída essencialmente pela Segurança Social e Finanças.

Entretanto, o Sindicato dos Metalúrgicos de Coimbra e Leiria já enviou uma carta aberta aos Presidentes da República e da Assembleia da República, ao  Primeiro Ministro, Ministros do Trabalho, das Finanças e da Economia, grupos parlamentares, Governador Civil de Leiria, presidente da Câmara das Caldas e chefe de Finanças das Caldas, onde apela ao salvamento da empresa.

A Irmal, construída há 30 anos, encontra-se com a produção suspensa desde 18 de Maio, por decisão dos seus trabalhadores que tinham os salários em atraso. De acordo com a missiva enviada às autoridades, esta empresa registava nos últimos tempos uma «evidente insuficiência de gestão e que nem o facto de dispor de condições conjunturais favoráveis evitou que caminhasse para a ruína» .

Sustentam que os alertas dos trabalhadores foram ignorados e a «gerência preferiu embarcar na moda de ganhar dinheiro com a falência» . Chegam mesmo a explicar como a manobra foi delineada: «consistia no crescente endividamento, enquanto os activos se volatilizavam por artes de magia, deixando os credores sem possibilidade de reaver os seus direitos e os trabalhadores sem emprego, sem salário e, no extremo, sem as indemnizações devidas por cessação de contrato» .

No entanto, a luta dos trabalhadores da Irmal permitiu «estancar parte deste sinistro processo, isolando o testa de ferro da administração e impedindo o registo a favor de terceiros do património imobiliário» .

A suspensão dos contratos de trabalho, por parte dos trabalhadores em Maio, teve como intenção evitar a cumulação de encargos, com o objectivo de repor a fábrica a laborar, refere ainda a carta. A dívida da empresa é de seis milhões de euros.

O Sindicato dos Metalúrgicos defende que a solução para a Irmal ( que nclui a Tubang e a Lustainer) passa pela venda da fábrica, com vista à retoma da laboração. Os valores desse acto deverão reverter para os credores, de forma a salvaguardar os seus interesses. « Para os trabalhadores, e isto sem prejuízo dos credores já que daí não lhes virá um tostão, ficará o mais precioso de todos os bens por que lutam: os postos de trabalho», fazem saber.