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Feira de S. Mateus em ano de transição

Devido à requalificação do recinto, a feira de Viseu viu-se este ano obrigada a deixar de fora  metade dos expositores interessados no certame

A FEIRA de S. Mateus está de volta, para a sua edição nº 614, arrancando como é hábito a 14 de Agosto, para animar Viseu durante 40 dias. Há três anos que decorre condicionada pelo programa POLIS, o que implicou a requalificação do recinto, tendo por isso apenas admitido 274 dos mais de 500 interessados.

«É mais um ano de transição, mas será a última vez que a feira tem restrições por causa do espaço. No próximo ano já decorrerá com o parque linear completo», esclareceu o presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, durante a cerimónia de apresentação.

Jorge Carvalho, gerente executivo da Expovis, empresa que organiza o evento, acrescentou que o novo recinto retirou 2.900 m2 de área, ficando agora com 13 mil (1900 de área coberta) o que criou limitações de espaço e resultou na diminuição de 44 lugares para expositores.

Orçada em €1,2 milhões, a Feira de S. Mateus vive de duas grandes fontes de receita. De um lado, o aluguer dos espaços; e, do outro, a bilheteira, sempre condicionada pelo estado do tempo. No campo das despesas, a maior fatia vai para os espectáculos - €320 mil. No consumo de energia são gastos €40 mil, com pessoal €93 mil e €8 mil são queimados em fogo de artifício.

O presidente da Assembleia da República (AR), Jaime Gama vem este ano inaugurar a mostra. É a segunda vez que um líder do Parlamento abre o certame. Para Fernando Ruas é condição de base ter sempre a presidir ao acto, no mínimo, um ministro. Mas o autarca ainda não perdeu a esperança de poder receber o Presidente da República para cortar a fita numa futura edição.