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Despoluição da baía de São Martinho até 2008

A Câmara de Alcobaça diz-se finalmente decidida a concluir as ETAR's indispensáveis.

As obras de saneamento nas ruas paralelas e perpendiculares à marginal de São Martinho do Porto e a despoluição da baía orçaram em cerca de €7,5 milhões. Foi ainda modernizado o sistema de saneamento doméstico e pluvial, criando-se duas redes distintas. Embora tenha exigido uma intervenção de fundo, o saneamento está praticamente resolvido. Mais complicados, porém, e de solução demorada são os problemas da água da baía, embora a Câmara de Alcobaça garanta que até 2008 a baía de S. Martinho do Porto vai ficar totalmente despoluída. Devem, para tal, ser construídas ETARs na própria vila e na Benedita e uma terceira para servir os concelhos das Caldas da Rainha, Cadaval e Bombarral. A poluição da baía é agravada pelos efluentes das suiniculturas, dado que a nova ETAR não é suficiente.

O tratamento dos resíduos devia ter tido lugar em 2003, mas sofreu vários atrasos.O início destas obras é objectivo da Trevoeste (associação de suinicultores), que se constituiu ainda antes da construção da actual ETAR. Neste momento, os projectos e os concursos estão feitos e a realização do capital definida. Eduardo Nogueira, adjunto do presidente da Câmara de Alcobaça, refere ser sua convicção que, "no prazo de dois anos este problema estará resolvido". Ele considera especialmente importante "conseguirmos compatibilizar o económico e o ambiental, de modo a que esta solução seja também geradora de riqueza e não apenas fonte de despesa".

Actualmente, os efluentes das suiniculturas são tratados em lagoas próprias dos suinicultores. Eduardo Nogueira admite que possam existir descargas pontuais, mas considera que os suinicultores têm hoje maior preocupação em não prejudicar o ambiente. Quando se questiona o facto de existir uma ETAR em São Martinho que não tem capacidade para fazer o tratamento dos efluentes, o adjunto do presidente da autarquia de Alcobaça explica que esta apenas foi concebida para responder ao tratamento dos resíduos domésticos. No entanto, está prevista a sua ampliação para uma capacidade de tratamento equivalentes a uma população de 600.000 pessoas, incluindo também os efluentes suinícolas.

A ETAR de São Martinho, destinada a lidar com os efluentes domésticos e industriais continua a funcionar, estando o chamado Emissário de Alfeizerão em pleno funcionamento. Também o está o emissário submarino, que sai da ETAR, passa por debaixo das dunas e termina em alto mar, "bem longe da baía", segundo Eduardo Nogueira. O autarca refere também que vai ser montado um sistema elevatório com estação de pré-tratamento dos efluentes que têm uma carga orgânica muito forte, fazendo com que, depois de entrarem na ETAR, sejam drenados para o mar através do referido emissário.

Até 2008, Eduardo Nogueira aponta dois caminhos para ir contornando o problema da poluição: minorar os seus efeitos, o que tem vindo a ser conseguido em cooperação com os suinicultores, e acelerar as soluções não evidenciadas durante décadas.