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Centauro reforça posição em Espanha

A fábrica investiu um milhão de euros numa nova unidade de pintura.

«SOMOS uma pequena e média empresa, localizada no meio das estevas, mas a lutar com a grandes multinacionais». Foi desta maneira que o administrador António Granjeia apresentou ao ministro da Economia a Centauro Portugal, um dos gigantes da Zona Industrial de Castelo Branco, que emprega actualmente cerca de 200 trabalhadores. Manuel Pinho deslocou-se à empresa para conhecer esta e inaugurar a nova linha de pintura, um investimento avultado, na ordem do milhão de euros, mas que deverá estar completamente rentabilizado dentro de três anos.

José Ribeiro Henriques, sócio fundador e presidente do conselho de administração da empresa, explica que tal é possível porque a nova linha de pintura vai permitir o aumento de produtividade com o mesmo número de trabalhadores, mas também a poupança de energia. Só em tinta a Centauro espera uma poupança na ordem dos 30% em relação à velha linha de pintura. Esta será agora desmantelada. Para a mudança da secção, a empresa mandou construir um novo pavilhão.

A fábrica de Castelo Branco produz permutadores de calor e equipamentos para refrigeração, climatização e ar condicionado, tendo em Portugal clientes como a SONAE, de Belmiro de Azevedo. Mas um quarto das vendas da empresa acontecem já graças às exportações, que em 2005 totalizaram 25,4%. Holanda, Bélgica, Inglaterra, Irlanda, Noruega e Alemanha são alguns dos países onde a Centauro está presente. Mas é em Espanha que a empresa aposta na expansão do seu mercado. José Ribeiro Henriques revelou ao «Reconquista» que «estamos a pensar em desenvolver mais armazéns nos maiores centros de Espanha para que os nossos produtos possam ser distribuídos imediatamente». Actual mente a Centauro tem dez comerciais a trabalhar no país vizinho e armazéns na Corunha, Salamanca e Madrid.

Em 2005, o grupo Centauro facturou €15,3 milhões, tendo crescido em 15,4% face ao ano anterior. Só nos primeiros seis meses deste ano, a facturação foi de €9,7 milhões, dos quais 23,4% dizem respeito às exportações. José Ribeiro Henriques está no entanto apreensivo com o evoluir dos conflitos mundiais e o preço de matérias-primas como o cobre, mas diz que «os nossos concorrentes também estão no mesmo barco, por isso temos de encontrar maneiras de dar a volta à situação».