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Castelo Branco vai ter prisão construída de raiz

Vão fechar 22 cadeias em todo o País, sendo substituídas por cinco novas, entre elas a de Castelo Branco.

Castelo Branco vai ter um novo estabelecimento prisional construído de raiz, com lotação para 138 detidos e que substituirá o actualmente existente na capital do distrito. Esta empreitada está abrangida no projecto governamenal, anunciado em Outubro passado, que pretende remodelar e modernizar o parque prisional português.

Alguns desses estabelecimentos prisionais estão ultrapassados e outros levantam dúvidas em relação a questões de segurança. O projecto governamental passa por construir novos EP e pelo encerramento de cadeias regionais. Segundo adiantou ao Reconquista o assessor de Imprensa do Ministro da Justiça, a nova prisão aposta em contribuir para a reinserção social, pelo que proporcionará aos reclusos “alojamento condigno, salubridade, higiene, ocupação, trabalho e segurança”.

O presidente da Câmara de Castelo Branco, Joaquim Morão, disse querer cá a prisão e confirmou, entretanto, que as negociações com o Ministério da Justiça estão em curso, manifestando-se "confiante" de que "chegarão a bom porto"

O Estabelecimento Prisional actual de Castelo Branco funciona em dois edifícios distintos, ocupando a população reclusa feminina o antigo Convento de Santo António e a população masculina as instalações prisionais localizadas a poucos metros dali.

O objectivo do Governo até 2010 é “eliminar” 22 das actuais 56 cadeias existentes em todo o país. A capacidade do sistema prisional irá aumentar de 12.000 para 14.500 lugares. Entre as cadeias que desaparecem, estão as de Lisboa, Coimbra, Pinheiro da Cruz, São Pedro do Sul, Lamego, Viseu, Viana do Castelo, Braga e Guimarães.

Para além de Castelo Branco, as outras cadeias deverão ser construídas em Santa Cruz do Bispo (Porto), no Algarve, na região de Coimbra e em Viseu. A cadeia de Custóias, no Porto, deverá ser reforçada com dois novos pavilhões. O Governo pretende utilizar as verbas da venda de terrenos para financiar a construção das novas infra-estruturas.