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Campo Maior revive tradições

Tendo por base a etnografia, o festival das 'Tradições' atrai milhares de pessoas a Campo Maior desde o sábado passado e prolonga-se até domingo, com desfiles, animação musical, exposições e as janelas e fachadas engalanadas com flores de papel.

A primeira edição deste evento foi um sucesso e por isso a Câmara Municipal de Campo Maior o volta a organizar, numa iniciativa que envolve toda a vila da raia e as suas gentes.

No fim de semana passado, a chuva estragou a festa, a ponto de muitas varandas, com as suas flores de papel, terem sido mantidas tapadas. Esoera-se que o tempo ajude agora, até domingo, para que também os campomiorenses possam sair à rua com as melhores roupas de antigamente.Algumas dessas roupas são lindíssimas e continuam a ser guardadas em casa, para ocasiões especiais como esta.

De acordo com Ana Golaio, vereadora da Cultura da edilidade campomaiorense, esta segunda edição do 'Tradições' seguiu a linha do ano passado, havendo apenas "pequenas alterações", como o aumento de cinco para sete palcos destinados à animação do Centro Histórico. "Assim, levamos a festa a mais locais de Campo Maior", comentou.

As chamadas "Varandas a São João" têm por intuito homenagear o santo padroeiro da vila, e é para isso que os campomaiorenses decoram as suas janelas e fachadas com flores de papel. "Queremos, essencialmente, trazer a arte de fazer flores de papel à rua e, por outro lado, embelezar Campo Maior. Algumas pessoas não fizeram só flores, mas puseram mantas e outro tipo de materiais para dar este ar de festa", salientou Ana Golaio.

 Revelando um maior número de participantes, quer ao nível das varandas, quer ao nível dos desfiles etnográficos, as "Tradições" são, no entender de João Burrica, presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, "uma aposta ganha". "Os campomaiorenses gostam muito de partilhar as particularidades culturais que dizem respeito às suas tradições, como as saias, as nossas músicas, os nossos cantares, mas também a nossa gastronomia", sublinhou.

Campo Maior está, portanto, em festa e apesar das Varandas a São João não terem "nada a ver" com as Festas do Povo, o certo é que a iniciativa faz lembrar um pouco aquele evento, cuja última edição teve lugar em 2004. Questionado se já se fala numa possível realização das Festas do Povo em 2008, João Burrica respondeu que as festas acontecem "quando o povo quer". "Não há aqui nenhuma mística, há apenas um desejo, uma vontade, que pode ser espicaçada .Vamos ver se as pessoas para o ano quererão fazer festas", disse. o presidente da Câmara de Campo Maior.