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ARSC fixa metas para melhorar saúde

Reduzir a mortalidade por doenças cardiovasculares e oncológicas são duas das apostas para o triénio 2006-2008.

A REDUÇÃO da mortalidade por doenças cardio-cerebrovasculares e oncológicas são dois objectivos prioritários do Plano de Acção 2006-2008 da Administração de Saúde Regional do Centro (ARSC), que foi apresentado esta semana em Coimbra, numa sessão a que assistiram os coordenadores das sub-regiões de saúde e os directores dos hospitais e centros de saúde da região, entre outras entidades. Manter a mortalidade infantil abaixo dos 3 por mil e reduzir em 20% a mortalidade das crianças com idades entre 1 e 5 anos são outras metas contidas no plano, que preconiza também a diminuição da redução da incidência da infecção pelos vírus da sida e da hepatite B.

O plano de acção regional pretende ser «um instrumento de trabalho que ajude os responsáveis pelas instituições de saúde da região e os profissionais de saúde a enquadrarem melhor o seu esforço no conjunto de contributos que hão-de continuar a afirmar a diferença da região, quando se fala de qualidade em saúde», realçou, na sessão, Fernando Regateiro. Editado em livro, o plano de acção apresenta o diagnóstico de saúde da região Centro, uma descrição pormenorizada dos principais programas de saúde previstos para o triénio, as áreas consideradas prioritárias para a ARSC e ainda o Estudo Saúde Centro 2005. Durante a sessão, os responsáveis da ARSC pelos programas específicos para as doenças cardio-cerebrovasculares, doenças oncológicas, infecção VIH/SIDA e saúde das pessoas idosas e cidadãos em situação de dependência, apresentaram os objectivos previstos para a região, bem como as estratégias de intervenção e acções a desenvolver neste triénio.

Programas específicos

No que toca às doenças cardio-cerebrovasculares, Fernando Gomes da Costa, responsável por esta área do programa regional, apontou, entre outros objectivos do plano de acção, a diminuição para valores inferiores a 7% da taxa de mortalidade intra-hospitalar do enfarte agudo do miocárdio. Está também previsto o aumento para 75% da percentagem de doentes com acidentes vasculares cerebrais (AVC) enviados para o hospital através da Via Verde.

Os objectivos do Plano de Acção da ARSC na área do cancro incluem a redução do número de mortes provocadas por doenças oncológicas, nomeadamente pelos cancros da mama, do colo do útero e colo-rectal, realçou António Morais, responsável por esta área. Neste capítulo, a ARSC pretende aumentar a taxa de cobertura dos rastreios ao cancro da mama e do colo do útero e prepara-se para lançar o rastreio do carcinoma colo-rectal, a partir do próximo ano, em toda a região.

O plano de acção regional traça também como meta a redução da incidência da infecção pelos vírus da sida e da hepatite B, admitindo mesmo a erradicação progressiva desta última doença nos grupos etários mais jovens através da vacinação. Além destes objectivos, Eugénio Cordeiro, médico responsável por esta área, falou também sobre as preocupações relativas à gripe das aves.

Ao apresentar as metas regionais na área do programa relativo às pessoas idosas e cidadãos em situação de dependência, João Pedro Pimentel sublinhou que o objectivo de constituir uma rede de cuidados continuados integrados só será possível se «em cada unidade de saúde existir uma afectação de recursos, a esta área, quase em exclusividade».

Durante a sessão, coube aos médicos José Peixoto e Teresa Tomé apresentar os objectivos regionais para a área da saúde materno-infantil e de adolescentes. Se na área da saúde materno-infantil importa manter os excelentes índices de mortalidade, que toca à mortalidade entre as criança com idades de 1 a 5 anos, Portugal «está ainda na cauda Europa», sublinhou José Peixoto.