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Algarve estuda problemas locais

A CCDR algarvia está a desenvolver, nos 16 municípios, sessões públicas de identificação das carências e vias para o desenvolvimento.

A COMISSÃO de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) está a desenvolver, durante todo o Verão, várias sessões de participação pública nos 16 concelhos do Algarve para identificar os problemas, as potencialidades e as pretensões da sociedade civil para o futuro.

A iniciativa, onde são auscultados os actores-chave locais, é inédita no país e está a ser realizada no âmbito do Sistema de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (SIDS), levado a cabo com a coordenação científica da Universidade do Algarve, nas vertentes ambiental, económica, social e institucional.

As sessões de participação pública já percorreram 11 municípios. Na passada semana a iniciativa, denominada «Qualidade de Vida no Algarve - hoje e no futuro», esteve em Vila Real de Santo António, com a sessão a decorrer no anfiteatro da Escola EB-2,3 D. José I, e em Alcoutim, na Escola Básica Integrada. Esta semana será a vez de Castro Marim e Vila do Bispo. Em Setembro a ronda dos 16 concelhos ficará completa com as iniciativas a levar a cabo em Albufeira, Lagoa e Aljezur.

«O projecto teve início há dois anos e já temos realizada a componente respeitante aos indicadores ambientais, os quais já estão identificados. Nesta segunda fase estamos a identificar os indicadores económicos, sociais e institu-cionais», explica Paula Vaz, técnica da CCDR, sublinhando que «a grande mais-valia deste tipo de projecto é precisamente a participação pública». Refira-se que cada sessão conta com a participação de representantes de agências de desenvolvimento, organizações não governamentais, entidades ligadas ao apoio social, administração local, empresas, segurança, justiça, educação e saúde, entre outras entidades.

De acordo com Paula Vaz, o que leva à realização deste tipo de trabalho «é pensar na utilidade desses indicadores, de forma a que estes não sejam apenas mais um conjunto de estatísticas que pouca gente utilize». Por isso, acrescenta a técnica da CCDR, «queremos consultar quem utiliza e quem pode vir a utilizar essa informação».

Na primeira fase, os participantes foram convidados a opinar acerca da importância e relevância de indicadores previamente definidos, porém nesta segunda fase, «pensámos que seria importante ter a participação pública logo à cabeça, por isso começámos por definir um leque alargado de consultas ao nível de todos os concelhos», conta Paula Vaz. Na sequência destas 16 consultas, os resultados serão avaliados e será posteriormente feita uma triagem para verificar o que de mais relevante foi indicado pelos participantes.