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Alentejo com menos 60 escolas

Embora sendo menos do que se receava, são ainda muitas as escolas abatidas devido à reestruturação do 1.º ciclo do Ensino Básico.

As contas ainda não estão fechadas, mas os números avançados ao 'Diário do Sul' por uma fonte do Ministério da Educação indicam o encerramento de 60 escolas no Alentejo, no âmbito do programa de reestruturação do 1º ciclo do Ensino Básico. “Existem algumas situações transitórias, pelo que este número não é definitivo nem oficial”, explica o Director Regional de Educação do Alentejo, José Verdasca.

No caso do Alentejo, chegou a admitir-se que o número de escolas a fechar poderia ascender à centena. Acabou por ser bastante inferior e, em  regra, são estabelecimentos com menos de dez alunos, localizados em zonas profundamente afectadas pelo abandono e pelo despovoamento. Alguns ainda continuavam em funcionamento, apesar de terem apenas um ou dois alunos. Segundo José Verdasca, as escolas encerradas eram de locais “muito isolados” e tendo “contextos sociais muito pobres e difíceis”.

Recordando que a medida foi tomada depois de um estudo correlacional ter demonstrado a existência de piores resultados nos estabelecimentos com menor número de alunos, o director regional acrescenta que muitas crianças ficavam “irremediavelmente, em condições mais difíceis” que outras.