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Política

PSD acusa socialistas de estarem a "renunciar à sua responsabilidade"

A deputada do PSD, Teresa Leal Coelho, disse no Parlamento que "as contas públicas que serviram de base ao memorando aceite pelo PS estavam erradas", mas que o compromisso assumido de o executar "vincula a todos".

A deputada do PSD, Teresa Leal Coelho, acusou hoje o PS de "renunciar à responsabilidade que lhe compete" no compromisso que foi assumido de executar o memorando. Além de apresentar "moções de censura que serão rejeitadas", disse a deputada na sua declaração política, esta tarde no plenário da Assembleia, "a mais insanável de todas as contradições é o PS escrever à troika a dizer que veta cumprir o memorando", mas acrescentando "que o vai renegociar".

"O memorando é uma responsabilidade partilhada, que a todos vincula", concluiu Teresa Leal Coelho que, momentos antes, frisou que "as contas públicas que serviram de base ao memorando aceite pelo PS estavam erradas", nomeadamente com diferenças de 20 milhões de euros nas estradas, 900 milhões na Parque Escolar e 180 milhões na Fundação Magalhães.

Na resposta, a deputada socialista Sónia Fertuzinhos acusou Teresa leal Coelho de "falhar os factos", referindo-se ao "desvio colossal" apontado como uma "mentira que achava ter já passado à história".

"A austeridade foi opção deste Governo", afirmou Sónia Fertuzinhos, sublinhando que "a moção de censura é a censura dos portugueses aos sacrifícios que não valem a pena".

Na intervenção anterior, Ana Drago, do BE, levou ao Parlamento a questão dos custos da energia, para afirmar que "desde que o PSD está em funções, os custos da eletricidade para as famílias subiram 25%, tendo subido para o dobro a tarifa social".

Os custos subiram pela via do aumento de preços e pela opção pela privatização, disse Ana Drago, que considera ser "preciso explicar como é que estamos hoje nas mãos de empresas que estão a esmifrar o país".

Referindo-se também às "rendas excessivas garantidas ao setor da energia", a deputada do BE terminou dizendo que "esta é a história de uma privatização que castigou a economia, como sempre acontece".