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Política

Portas quer ver troika pelas costas

Líder do CDS espera que Portugal nunca mais volte a hipotecar parte da sua soberania.

Carlos Abreu, com agências

O líder do CDS/PP, Paulo Portas, prometeu domingo à noite, em Viseu, que tudo fará para que Portugal nunca mais precise de voltar a ser resgatado "por pessoas que não nasceram no nosso país" evitando que Portugal volte a entregar, pela quarta vez, "parte da sua soberania a entidades terceiras".

"Garanto-vos que farei tudo o que estiver ao meu alcance para que esta seja a última vez que entidades respeitáveis, mas que são formadas por pessoas que não nasceram no nosso país e que não foram eleitas no nosso país, pelo facto de emprestarem dinheiro ao Estado português terem poderes significativos sobre as decisões sobre Portugal", disse Portas durante a apresentação dos candidatos do CDS às autarquias de Viseu.

"Que tenha sido esta a última vez uma nação velha de nove séculos, por causa de acumular dívida a mais e défice a mais, teve que entregar uma parte da sua soberania a entidades terceiras", acrescentou.

A troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) chega hoje a Lisboa para dar início à oitava e à nona avaliações regulares ao Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF), numa altura em que o Governo defende um défice de 4,5% para 2014.

Betão ou solidariedade?

No jantar de apresentação dos candidatos, Paulo Portas defendeu ainda numa época de falta de recursos, a aposta na solidariedade deve prevalecer sobre a aposta no betão.

"Há gente que não tem teto, não consegue pagar duas refeições e perdeu o emprego", disse Portas, defendendo que, nestas circunstâncias, quando "é preciso fazer escolhas entre um euro para o betão e um euro para a solidariedade", deve ser tomada a última opção.

Paulo Portas frisou que "a solidariedade não é uma competência exclusiva do Estado", lembrando que em Portugal existem instituições particulares de solidariedade social e Misericórdias "capazes de ser solidárias no terreno com quem tem menos e precisa de mais".