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Parlamentos dos 27 criticam papel da UE no processo do Médio Oriente

As comissões parlamentares de Negócios Estrangeiros da UE, reunidas ontem em Dublin, na Irlanda, aproveitaram a presença do enviado especial para o processo de paz no Médio Oriente para exigir mais à Europa.

Andreas Reinicke, o antigo embaixador alemão na Síria e que é, desde janeiro, o enviado especial da UE para o processo de paz no Médio Oriente, levou muitos recados da 2ª conferência interparlamentar das comissões Negócios Estrangeiros, que ontem se realizou em Dublin.

De acordo com o deputado socialista Paulo Pisco, que representava o Parlamento português, houve 18 intervenções, a começar na sua, criticando o que tem sido "o papel insuficiente" da UE no processo de paz do Médio Oriente. "Há o sentido de que o tempo se está a esgotar. Se os israelitas continuam a construir colonatos na Cisjordânia e em Jerusalém Ocidental, isso vai inviabilizar o Estado da Palestina", disse ao Expresso o deputado português, resumindo as posições "genericamente bastante críticas" ouvidas na conferência.

"A UE devia adotar uma nova estratégia, que passasse por medidas mais duras em relação a Israrel", afirmou ainda Paulo Pisco, adiantando que "a UE tem sido excessivamente negligente em relação à construção de colonatos". "A UE tem o direito e odever de exigir resultados mais visíveis", acrescentou, reportando-se ao "intenso apoio financeiro, técnico e político" que a Europa tem dado aos israellistas. "A Palestina é a questão central para a resolução dos outros conflitos no Médio Oriente. Por isso devia ser a prioridade estratégica para a Europa. Que sabe o que tem de fazer mas não é consequente", concluiu.

Andreas Reinicke tomou nota das críticas ouvidas. Pediu que o papel ada UE não fosse susbestimado, mas sublinhou que um papel de liderança no Médio Oriente precisa do consenso dos 27.