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Política

Moção de censura do PS redigida a várias mãos

A moção de censura que o PS vai entregar amanhã na Assembleia da República, a ser debatida na próxima semana, está a ser escrita por uma equipa, coordenada por Seguro. Zorrinho é um dos participantes. 

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Editora de Política da SIC

O texto terá duas partes: a censura propriamente dita - com o PS a apontar ao Governo a violação das promessas eleitorais, o falhanço das políticas, a perda de autoridade e credibilidade e a ausência de voz na Europa.

E outra de apresentação do caminho alternativo proposto pelos socialistas - com uma primeira alínea a reafirmar que o PS continua determinado no cumprimento dos seus compromissos internacionais e uma segunda a sublinhar que está a trabalhar numa estratégia credível de consolidação por via do crescimento económico.

O texto sublinhará - na sequência da carta enviada pelo secretário-geral do PS aos responsáveis da troika - que "o PS honra os compromissos de Portugal. Mas é hoje consensual que o instrumento para honrar esses compromissos está desajustado da realidade". 

Os socialistas vão insistir, portanto, na necessidade de  Portugal renegociar as suas condições de financiamento e redirecionar o memorando, de forma a colocar a tónica no crescimento económico e na criação de emprego.

Conscientes de que a apresentação da moção não produz efeitos constitucionais - foi, de resto, uma das razões que o levaram a anunciá-la agora -, os socialistas assumem que o seu objetivo principal é "clarificar a rutura" com um Governo que "chegou ao fim". E "prosseguir noutra linha", convicto de que "este caminho é errado e precipita-se para a tragédia social".