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Marques Mendes diz que chega de "politiquice"

O ex-líder do PSD criticou as vozes que clamam pela demissão do Governo, frisando que isso significaria mais recessão, desemprego e sacrifícios. Mas defende uma remodelação.

O conselheiro de Estado Luís Marques Mendes defendeu, no seu novo comentário na SIC, que o Governo não pode abandonar o país e que tem que remodelar já para não se cair no caos político.

"Há ministros próximos do primeiro-ministro que andaram esta semana a dizer quase a meio mundo se a decisão do Tribunal Constitucional for um chumbo do Orçamento pesado que o primeiro-ministro se vai demitir, ou se deve demitir, que o Governo não tem condições e, que portanto, vai embora. Bem, eu espero que  isto seja um brincadeira de mau gosto ou mais um exercício de imaturidade que caracteriza muito este Governo, porque isto é um desastre", afirmou Marques Mendes.

Segundo o antigo líder do PSD, estamos a viver um "clima de pré-crise política", sendo vital que o Executivo avance com uma remodelação já em abril e que apresente depois uma moção de confiança, porque a queda do Governo só significaria mais recessão, desemprego e sacrifícios.

"Estes senhores ministros que andam a dizer isto não pensam é nas pessoas, porque o Governo demitir-se nesta altura crucial do campeonato é apenas isto: termos um segundo resgate, sermos iguais à Grécia, é termos mais recessão, mais desemprego e mais sacrifícios", alertou.

"Convinha que pensassem menos em politiquice"

Marques Mendes foi duro com as vozes que admitem a necessidade de uma eventual demissão do Governo, frisando que é preciso dar mais esperança  às pessoas.

"Há uns crânios no Governo que assim não vão a lado nenhum. Convinha que de uma vez por todas pensassem um bocadinho, que pensassem menos em politiquice e dessem mais esperança", declarou.

Sobre a ida de José Sócrates para a RTP como comentador, o ex-líder do PSD considera que este aspeto pode levar à divisão do PS, sendo numa primeira fase positivo para o Governo, mas depois transformar-se-á numa oposição feroz ao Executivo de Passos Coelho

"Passaremos a assistir a um comício semanal contra a equipa de Passos Coelho, o que vai obrigar a uma radicalização", concluiu.

O conselheiro de Estado defendeu ainda que o regresso de Sócrates é óbvio e visa limpar a sua imagem, para se poder candidatar a Presidente da República.