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Política

"Há uma nova relação de confiança entre os portugueses e o PS", diz Seguro

O PS teve mais votos, mais câmaras e mais mandatos, recuperando a Associação Nacional de Municípios, que perdera em 2001.

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Editora de Política da SIC

23h52: Numa altura em que faltavam ainda apurar os resultados em 36 autarquias, já o líder socialista reclamava "a maior vitória de sempre de um partido em autárquicas", não só por ter conseguido "o maior número de votos" (o objetivo eleitoral que estabelecera), como "o maior número de câmaras que um partido já alcançou em Portugal" - 143 nas contas ainda em atualização. Um número que permitiu aos socialistas recuperarem a presidência da Associação Nacional de Municípios - perdida para o PSD em 2001.

Dados de que António José Seguro extrai - como sempre disse que faria - uma leitura nacional: "Esta grande vitória mostra que há uma nova relação de confiança entre os portugueses e o PS". Para o secretário geral do PS "ficou claro" que os partidos do Govermo sofreram uma "pesada derrota", que mais não significa do que "a recusa da política deste Governo e a esperança no PS.

Desvalorizando a perda de câmaras importantes como Braga, Guarda, Beja ou Évora, Seguro preferiu destacar as vitórias de Rui Santos, que conquistou pela primeira vez para o PS a autarquia de VIla Real, Manuel. Machado, que recuperou Coimbra, Eduardo Vitor Rodrigues que venceu em Gaia ou Paulo Cafofo o candidato da vasta coligação que derrotou o PSD no Funchal.

Questionado pelos jornalistas se a vitória expressiva de António Costa significava para si uma derrota, recusou: "Não há nenhuma vitória do PS que seja uma derrota para o líder do partido". E a outra pergunta retorquiu nunca ter sentido que a sua liderança estivesse em causa nestas eleições, lembrando que ainda em abril foi religitimado como secretário geral por vasta maioria dos militantes socialistas.

Alberto Frias

22h20: Na segunda declaração oficial da noite, quando ainda faltam apurar cerca de metade das freguesias, Miguel Laranjeiro, secretário nacional para a Organização, falando PS como "o grande vencedor da noite" e do PSD como "o grande derrotado".

Sem arriscar a conquista da Associação Nacional de Municípios ("só no final da noite teremos certezas"), o dirigente socialista deu a entender no entanto que mantêm viva essa esperança dado o "reforço significativo de autarquias de norte a sul do país", incluindo na Madeira onde o PS, nalguns casos em coligação, ganhou 5 das 12 autarquias até aqui hegemonicamente nas mãos do PSD.

21h35 - Há cinco ecrãs de televisão na sala onde estão os jornalistas. Quatro passam os canais noticiosos. O quinto, ligado diretamente à "central de comando" do PS, vai atualizando resultados à medida que eles chegam da CNE e passa em rodapé as boas notícias. Só as boas notícias. A última diz que o PS acabou de conquistar Porto Santo e que no total já tem 50 presidências de câmara - o número aparece num enorme quadrado vermelho.

Alberto Frias

É preciso ir dando um olhos aos canais de televisão para perceber que nem tudo são rosas nesta noite que Miguel Laranjeiro, o secretário nacional para a Organização, previu "agradável". O PS perde Braga, Guarda, Beja e Évora.

Alberto Frias

Manuel Alegre, que esteve até há pouco na na sala com o Secretariado, deixa a sede nacional. Fala de "uma grande vitória". Ainda faltam apurar mais de 2500 das cerca de 3400 freguesias mas tudo aponta para que o PS tenha não só mais votos como mais mandatos e mais câmaras do que em 2009.

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