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Política

Comissão Política do CDS-PP preocupada com metas orçamentais

A Comissão Política Nacional do CDS-PP revelou alguma preocupação com as metas orçamentais, embora reconheçam que foi positivo o Governo e a troika terem acordado mais flexibilidade temporal

A Comissão Política Nacional do CDS-PP manifestou "alguma preocupação" com a exequibilidade das metas orçamentais acordadas na sétima avaliação da troika, considerando que estas dependem muito da evolução económica  europeia.

Esta posição foi transmitida aos jornalistas pelo dirigente democrata-cristão Telmo Correia, que foi o porta-voz da reunião da Comissão Política Nacional do CDS-PP realizada na sede nacional deste partido, em Lisboa, entre sábado à noite e hoje de  madrugada.

"Desta reunião sai uma reflexão, uma avaliação e alguma preocupação sobre que aconteceu nesta sétima avaliação", declarou Telmo Correia. "Depende muito da economia europeia nós sabermos se as metas que saem desta avaliação serão ou não exequíveis.  Portanto, há alguma preocupação", acrescentou.

Ainda assim, para a Comissão Política do CDS-PP é um "aspeto positivo" que, na sétima avaliação do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal, o Governo e a troika tenham acordado mais "flexibilidade temporal" para as metas orçamentais.

Recuperar a soberania financeira

Segundo Telmo Correia, a direção política do seu partido apontou como outro ponto positivo que tenha havido "um sinal de possível baixa do IRC".

Segundo o deputado e dirigente democrata-cristão, nesta reunião da Comissão Política do CDS-PP foi também manifestada preocupação quanto à evolução da economia, do desemprego e do investimento.

"É fundamental nós conseguirmos conciliar o nosso objetivo fundamental, patriótico, da independência financeira, da recuperação da soberania financeira de Portugal, com um espaço para a economia, para o crescimento económico. Deve ser uma preocupação  central da política nacional", defendeu.

Da sétima avaliação da execução do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal resultou uma revisão das metas de redução do défice das contas públicas, tendo sido concedido mais um ano para que este fique abaixo dos 3% do Produto Interno  Bruto (PIB).

A meta deste ano foi revista de 4,5% para 5,5%, a meta de 2014 passou de 2,5% para 4%. Para 2015 foi estabelecida uma meta de 2,5%.